Por isso a elétrica do consultório começa pelos equipamentos que serão instalados, e não pela planta da sala. Avaliamos o que cada um pede, conferimos se o quadro e o padrão de entrada comportam o conjunto e definimos os circuitos a partir disso.
- Cadeira odontológica e equipo
- Motores de posicionamento, refletor e os instrumentos do equipo. Pedem circuito próprio e ponto de alimentação no local indicado pelo fabricante, que costuma ficar no piso, sob a cadeira.
- Compressor
- Motor que liga e desliga durante todo o atendimento e tem corrente de partida alta. Divide mal o circuito com qualquer outra carga: é ele que costuma derrubar o disjuntor de uma sala adaptada. Fica em circuito exclusivo, muitas vezes numa área técnica afastada da sala.
- Sucção e bomba a vácuo
- Outro motor de funcionamento contínuo durante o atendimento, com a mesma exigência do compressor: circuito próprio, proteção dimensionada para a partida e ponto de alimentação onde o equipamento será instalado.
- Autoclave
- Aquece por ciclos longos, várias vezes ao dia. É carga resistiva de potência considerável funcionando por tempo prolongado — o mesmo raciocínio de carga contínua de um chuveiro ou de um carregador de carro. Circuito exclusivo, com tensão e corrente conforme a placa do equipamento.
- Raio-X odontológico
- Consome por um instante muito curto, no disparo, e é sensível a queda de tensão nesse momento. O fabricante costuma exigir circuito dedicado e aterramento verificado. A parte de proteção radiológica é de outro profissional; a alimentação elétrica é a nossa.
- Computador, sensor digital e equipamentos eletrônicos
- Imagem digital, prontuário e agenda dependem de equipamentos sensíveis a surto e a interrupção. Pedem aterramento verificado, DPS no quadro e, quando o consultório decide usar, ponto preparado para nobreak.